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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Tirei d um site q fala sobre o purgatório


A doutrina da reencarnação insiste, com todo direito, que a pessoa humana, no fim de sua existência, não é um ser plenamente evoluído. Toda vida humana apresenta, no momento da morte, ainda muitas falhas, projetos não realizados, elementos fragmentários, lacunas e fracassos. A personalidade humana, no decorrer de sua vida, desenvolveu características negativas, não desenvolveu as positivas, ficou estática e talvez fechada em si mesma; em uma palavra, não corresponde aos parâmetros de um ser ideal.

Esse fato existencial, de outro lado, esbarra com as pretensões formuladas por todas as grandes religiões. A pergunta inquietante que surge assim é esta: como a pessoa que chegou ao termo de sua existência e que não conseguiu evoluir todas as suas potencialidades positivas, poderá tornar-se pessoa plena? Ela morreu. A sua vida acabou. Ela, agora, é aquela personalidade fragmentada e incompleta, que fez de si durante a sua vida vivida. E agora?

Os adeptos da reencarnação resolvem o dilema, postulando novas vivências, repetições de novas vidas humanas, em outros corpos, outras épocas e contextos sociais. Nessas sucessivas vivências, dizem, a pessoa poderá evoluir mais. Vida após vida, ela conseguirá limpar o seu carma. Assim, ela se tornará uma pessoa cada vez melhor, até finalmente, depois de um número infinito de reencarnações, aproximar-se de um nível de evolução plena.

Frente ao mesmo problema, a religião cristã dá uma resposta totalmente diferente. Ela parte do mesmo pressuposto: o ser humano, na morte, não chegou à realização plena de todas as suas potencialidades, apesar de que isso tem sido a sua tarefa. Para que tal meta se cumpra, apesar da fragmentariedade da vida vivida, a religião cristã não imagina uma série de novas vivências em contextos históricos diferentes. A sua concepção é mais original, porque presume um Deus mais imaginativo; um Deus criativo, que não se contenta com a repetição de estruturas basicamente iguais de vidas humanas.

A concepção cristã prevê para a pessoa humana, na morte, um passo para frente, um pulo para dentro de novas dimensões nunca antes vividas. Dimensões abertas para experiências totalmente novas, abertas para Deus. Nessas dimensões, a pessoa humana entrará na sua morte, não porque isso corresponde à sua natureza, mas porque Deus assim o deseja. Esse Deus, com o qual o homem se encontra na sua morte e que se define como Deus que "... quer que ninguém se perca, mas que todos venham a converter-se" (2 Pe 3,9), deseja que "todos os homens sejam salvos" (1 Tm 2, 3-4).

Pondo toda a sua confiança nessa vontade salvífica de Deus, a religião cristã formula uma resposta cheia de esperança: no seu centro, há a convicção de que Deus acolhe o ser humano na sua morte de maneira pessoal. Ele o acolhe, com todas as suas fraquezas, com todas as suas falhas e com as mil deficiências de uma personalidade mal evoluída.

A essa pessoa, Deus mostra a vida que ela viveu e quanto esta vale, quando comparada com os parâmetros dele.

Assim, cada pessoa, na sua morte, se vê, pela primeira vez, em todo o seu aspecto fragmentário e inacabado. Mas, com isso, a experiência não pára. Deus oferece a cada ser humano, na sua morte, a possibilidade de tornar-se pessoa plena. Ele oferece a oportunidade de passar por um processo de evolução, junto com ele e na presença dele.

O homem, diz a religião cristã, na morte, não está entregue à sua própria nulidade, mas se encontra com um Deus que ama. E este Deus formula para cada pessoa mais um último convite de conversão e evolução. Ele estende a mão, porque ama, oferecendo, em sua graça, tudo aquilo que falta a esta pessoa, para que ela se torne pessoa plena. O homem só deve aceitar aquilo que Deus oferece.

Tal aceitação implica um primeiro passo, uma conversão. A pessoa, que durante toda a sua vida construiu de si uma estrutura pessoal, deverá adaptar essa estrutura aos parâmetros de Deus. Tal conversão pode ser difícil, porque significa talvez a mudança de características da personalidade, fixadas e definidas durante toda uma vida.

O último processo de conversão e de evolução, através do qual tais novas dimensões da existência vão se abrir, foi tradicionalmente denominado "purgatório". Nome infeliz para muitos, porque evoca todo um imaginário medieval de purificação dolorosa, através do fogo. Por causa disso, há muitas pessoas que, de antemão, rejeitam a idéia de um tal processo. É pena, porque assim rejeitam uma das concepções mais ricas, mais profundas e mais consoladoras da religião cristã.

A idéia original de purgatório não tem nada a ver com aquela fornalha, assim como foi apresentada no passado e que hoje está sendo rejeitada com todo direito. A idéia original, atrás da imagem, é uma das grandes verdades de consolo e de esperança da religião cristã. Na sua base, há a convicção dupla de que Deus quer a vida plena de todos os seus filhos e de todas as suas filhas, mas que, ao mesmo tempo, respeita a liberdade do ser humano. Deus oferece a vida, mas a pessoa deve aceitar aquilo que Deus oferece. Nesse aceitar, porém, pode estar aquela dificuldade que, no passado, se tentou descrever com a imagem conhecida da "fornalha".

Uma pessoa que já na vida se acostumou a viver em sintonia com os parâmetros de Deus não terá muita dificuldade em aceitar sua oferta também na morte. Para uma pessoa, porém, que construiu uma personalidade oposta aos critérios de Deus ou afastada deles, a sua última conversão significa processo doloroso. Mas, ela é possível e, aceita, implica evolução.

Visto a partir de uma tal perspectiva, que está em total sintonia com a doutrina de nossa Igreja, o processo de purgatório apresenta-se como a grande resposta de esperança, formulada pela religião cristã. Perspectiva nova e fascinante, cuja originalidade supera em muito a resposta apresentada pelas velhas doutrinas de reencarnação. O que se abre como perspectiva na morte não é a repetição de parâmetros já conhecidos, dentro do quadro de novas vivências humanas. O que se oferece é um passo para frente, para dentro das dimensões infinitas de Deus. Eis a Boa Nova que se esconde por trás da antiga noção de purgatório.

P.S: O q mais achei interessante. Foi quando se coloca nesse texto a questão d infinitas dimensões q Deus nos dá pra podermos evoluir. Eu diria q essas infinitas dimensões. São os infinitos planos d existência pra vivermos e mudarmos d atitude.

Eis o site q tirei esse texto: http://www.pime.org.br/mundoemissao/teologiafornalha.htm

2 comentários:

  1. Amigo Milton, gostaria de lhe fazer uma proposta. Tem email para contato?

    Abs

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ATENÇÃO! LEIA ISTO: Resolvi tirar a moderação dos comentários. Agora até você troll pode vir aqui me infernizar. Mas tudo tem seu preço! Quando você vir encher d lixo meu blog, no fim do mês vou limpar este lixo daqui e quando fizer isto. Vou estar limpando você q é um lixo no mundo. Vai doer muito em ti! Quer apostar q esta praga vai pegar? Quando sua vida depois virar do avesso, não diga q não avisei... Maktub!((Aquele q quiser se manifestar contra o q penso sinta-se a vontade, mas faça isso sem trollar, pois essa praga só inclui os trolls imbecis.) Agora você deve estar se perguntando porque estou fazendo isto? Só pra treinar minha ação com quietude mesmo.